Os que Provaram do Dom Celestial e Caíram - Uma Análise do Original

Postado por Erike Couto

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O Calvinismo é muito interessante, por várias razões. Eu, pessoalmente, tenho estudado cada vez mais as doutrinas que foram sumarizadas na época da Reforma por João Calvino, bem como os seus desdobramentos posteriores (como o neo-calvinismo) e, pelo pouco que sei até hoje, tenho visto muita coerência deles com os pressupostos existentes na Bíblia e, principalmente, com as linhas de conduta cristã que ela prescreve aos santos. Tenho aprendido também que é um sistema de pensamento, na minha opinião, com falhas. Mas estas são também inerentes  aos homens que formularam-no. Mas o bom de tudo isso é fazer o que Paulo diz, "examinai tudo. Retende o bem." (I Ts 5:21).
No Calvinismo existem os chamados cinco pontos, que resumem a fé tradicional desta linha de pensamento cristão. Quem os conhece, sabe que no quinto deles define a doutrina da perseverança dos santos. Ela afirma que, se era Deus, em Jesus Cristo, que estava reconciliando consigo mesmo o Homem, isso quer dizer que é o mesmo Deus que preservaria o Homem salvo até o fim., não deixando este se perder. Trocando em miúdos, não há a possibilidade de perda da Salvação por alguém que já está em Cristo.
Quem crê neste ponto de vista, como eu hoje creio,  já passou horas e horas tentando ler um trecho específico da Espítola aos Hebreus que parece contradizer o que o quinto ponto afirma.  Nunca consegui conciliar exatamente as idéias expressas em um e em outro. Mas, após  uma conversa que presenciei via Twitter com o caríssimos Victor Bimbato e Igor Miguel, fiquei curioso e resolvi fazer uma análise mais profundada no trecho, aproveitando o pouco que já aprendi de Grego Antigo na faculdade. Aí, após  uma contribuição na conversa deles, Igor me propôs escrever um post sobre o que analisei. Ela é na verdade uma análise morfossintática que fiz dos versos no original grego deles.  Não vou tratar aqui sobre as outras diversas interpretações, nem os problemas que elas trazem em si, que o trecho gerou  ao longo dos tempos, mas somente expor esta, que apesar de ser bem pessoal, espero que ajude na elucidação da passagem. Este é o trecho em questão:
"Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo.E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." (Hebreus 6:4-6 - ACF)

Como disse antes, fica aparentemente claro que esta passagem, à primeira lida, contradiz o que postula o quinto ponto do TULIP. Este trecho parece justamente contradizer o ensino de que os salvos nunca perderão a salvação em Cristo. Quando lemos tal como está, parece aludir à perda da Salvação por parte daqueles que já provaram dela e dos seus frutos, como o desfrute do retardo da morte em nossas vidas, a comunhão e o amor ao próximo de forma plena, o direcionamento do Espírito etc, tudo isso como antecipação da Eternidade em nossa vida presente. Já li pouco, mas o bastante, procurando respostas a este dilema. Mas, mesmo após ler o que li, permaneci com a dúvida: "Será que a perseverança dos santos é algo realmente embasado biblicamente?".
Antes da análise que farei a diante, tinha encontrado a resposta desta pergunta por outra via, como pela compreensão de que, se o Espírito Santo é dado ao crente e este se torna Sua verdadeira habitação, como resultado de um sacrifício que veio purificar e santificar de forma verdadeira os homens, como este homem purificado e santificado seria hábil de rejeitar o que há de mais profundo, a perfeição da essência de Deus, que é Seu Espírito em nós? Poderei em um próximo post explicar isso com mais calma. Mas por ora, adentro ao trecho destacado acima, já que a análise dele poderá clarear o seu significado, assim como ocorreu comigo após fazê-la.

  • A Análise do Trecho
Trecho do Evangelho de João em Grego Uncial

Primeiramente, o autor da epístola começa o trecho dizendo que é impossível algo. O que será que é impossível aqui? No grego, diferentemente como ocorre no português, há marcas morfo-sintáticas no substantivos, adjetivos, verbos etc que indicam em que caso, modo, grau e função sintática elas possuem nas sentenças. Aqui, a palavra impossível (ἀδύνατον - adünaton) está no nominativo neutro. Isso quer dizer que provavelmente ele será o sujeito da ação verbal ou do predicativo. Aqui se encaixa esta última opção, já que a frase no original não possui verbo (os verbos de ligação ser, estar, haver etc em grego podem ser omitidos das orações e ficarem subtendidos, como ocorre aqui). Logo após impossível, vem o artigo acompanhado de um advérbio e do primeiro verbo: τοὺς ἅπαξ φωτισθέντας (toùs hápax fotisthéntas). O artigo (toùs) está no acusativo, indicando que se inicia agora, nestas sentenças, o alvo semântico do impossível do início (Seria algo como impossível para quem? ai agora vem para...). hápax é um advérbio, e podemos traduzir por uma vez, em um momento. Ele se refere ao verbo seguinte, fotisthéntas. Esta palavra, endo mais exato, é um particípio verbal passivo. Segundo o famoso gramático do grego antigo, Hebert W. Smyth, em Greek Grammar for Colleges, o particípio no grego é utilizado para denotar ações que são frequentemente feitas, ou sofridas por alguém ou algo, mas que já fazem parte da identidade daquele que a pratica, por ser uma ação constante.  É como se fosse também um adjetivo, e por isso muitos dos adjetivos gregos são derivados do particípio. Uma tradução para a nossa língua, que mostre todas as nuances do que é expresso no original, é muito difícil de fazer. No exemplo dado aqui, a tradução seria aqueles que foram iluminados ou simplesmente os iluminados

  • Aoristo? O Que é Isso?
Este verbo e encontra no aoristo. Este é o nome dado a uma ação verbal  de difícil tradução, utilizada nas narrativas gregas antigas como a Ilíada ou Odisséia, para expressar uma sucessão de fatos que antecediam às ações que realmente eram de peso na narrativa, preservadas de forma viva nas mentes e recitações dos poetas e dramaturgos gregos naqueles séculos. Com o passar do tempo, esta ação verbal ficou associada também a um tipo de tempo passado, já que as narrativas são relatos de coisas que ocorreram no passado. Por isso é também chamado de "tempo das narrativas". Mas o aoristo, diferente do passado propriamente dito (que existe também em grego) é considerado uma ação pontual, isto é, ela não está preso ao tempo da narrativa, sendo simplesmente a descrição de alguma ação que ocorria normalmente antes dos fatos narrados em si, posterior ou concomitantemente. Para ilustrar, imaginemos que esta oração esteja em grego (só não a escrevo nele pois não sei o suficiente): O escravo, que matara o seu senhor, viajou vários dias em pleno mar em seu barco. O verbo matara, se fossemos comparar de forma bem simplista, seria uma possível tradução do aoristo grego. Poderia vir nesta frase matará, indicando uma ação futura, mas mesmo assim estaria no aoristo, pois o tempo da narrativa (e ela que importa!) continuaria no passado.

  • E Caíram...
Retornando ao trecho em questão, vemos que partir de agora começa um encadeamento de verbos no particípio, passivo ou ativo, do aoristo. Isso quer dizer que eles indicam ações que eram feitas ou praticadas antes de uma ação principal, que virá mais a frente. Todos os verbos em itálico estão nestas condições: "[...] e os que provaram o dom celestial, e (também) que se tornaram participantes do Espírito Santo. E que provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e que recaíram [...]". Percebemos que há algo estranho aqui: estas pessoas que o autor se refere receberam e praticavam tudo que um crente verdadeiro, salvo, poderia receber e praticar de Deus. Eram coisas que faziam parte dele, e que já eram atributivos. Mas, de repente, entra nas mesmas condições destas ações uma ação contrária, caíram, ou os que caíram.
Qual o sentido desta palavra, caíram? Em grego, παραπεσόντας (parapesóntas) significa cair, falhar. O verbo sem o prefixo para (que significa "ir além de"), é usado tanto para coisas ruins, como cair em pecado (I Co 10:12), como para coisas boas, como cair em adoração a Deus (Ap 4:10). Mas, o seu substantivo (παραπτώμα - paraptóma) é usado com frequência por Paulo para descrever a realidade de pecados que Cristo nos libertou quando éramos mortos neles: "Estando nós ainda mortos em nossas ofensas (paraptomásin), nos vivificou juntamente com Cristo" (Ef 2:5).


Isso quer dizer que não são simples quedas, não é um simples cair: é o cair ao estado prévio do qual Cristo te tirou. É rejeitar a revivificação que Cristo nos trouxe, quando éramos mortos, como caídos, nestas ofensas. Isso também quer dizer que não é descrita aqui a caminhada de vida de um cristão neófito, que entendo poder se encaixar em outros contextos do Novo Testamento de arrependimento, mas não neste em específico. Aqui o autor trata de alguém que avançou, aparentemente, os degraus da santificação que Deus gera nos crentes. A santificação é processual na Bíblia (Fp 2:12 - "operai a vossa salvação com temor e tremor") e é aludida como uma corrida em Hebreus (12:1). Por isso tal volta é impossível de ser aceita.
Na verdade vou mais longe: depois que o verbo caíram aparece no particípio aoristo, no último verso (v. 6), vemos que o tempo da narrativa muda para o presente, já que os verbos agora estão neste tempo. Isso mostra o que é impossível ocorrer: haver uma renovação para o arrependimento , no presente tempo, para aquele que praticou tudo que foi visto antes, em seu passado e biografia. Isso porque Cristo também seria crucificado novamente, no presente, se houvesse tal tipo de permissão divina ao praticante de tais ações. contraditórias. A versão ACF (gosto muito dela!) tentou expressar o que está no original, alterando os tempos verbais de forma maestral: "sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério". Mas eu, pessoalmente, traduziria assim (que ousadia ein? quem sou eu!? rs): "para que se renovem outra vez para o arrependimento, recrucificando e pondo em vexame assim o Filho de Deus para si mesmos". Como pode ser visto, o arrependimento não é impossível porque Deus não deseja perdoar aquele que caiu, mas porque não existe também a possibilidade de Cristo ser novamente recrucificado nem exposto ao vexame, para tirar novamente alguém que retornou ao seu estado de morto sem Ele. Cristo já fez isso de uma vez por todas, de forma plena, inexorável e perfeita (que na linguagem bíblica, é o que aludem quando dizem ter sido um sacrifício eterno) (Hb 8:11-28).

  • Conclusão

Concluo, então, dizendo que é impossível Cristo ser recrucificado, já que seu sacrifício foi perfeito em ação e aperfeiçoamento daqueles que o tomam sobre si; e por causa disso é igualmente impossível alguém receber o perdão de Deus após retornar ao seu estado anterior, antes da Graça de Deus atuar em sua vida. Jesus disse no Evangelho de João que aqueles que confiassem Nele e em sua obra de redenção não seriam julgados por Deus, pois passaram da morte para a vida (Jo 5:24), numa linguagem e pensamento que Paulo desenvolveria mais tarde nos versos que citei no parágrafos anteriores. Isso quer dizer que é impossível  alguém salvo retornar inclusive ao estado de queda, anterior ou morte no contexto paulino, descrito em Hb 6:4-6, já que não há mais, pelas palavras do Mestre, a possibilidade de julgamento (para a condenação) para quem já foi salvo.  Portanto, essa pessoa  descrita em Hb na verdade nunca foi salva; era só aparência sua salvação. Por isso a idéia expressa no TULIP, em seu quinto ponto, é totalmente compatível com a passagem de Hebreus 6. Para aprofundamento em alguns pontos desta conclusão, bem como na análise do contexto da passagem, que acabei não fazendo aqui (para que não ficasse um macropost!), deixo um excelente estudo recomendado por Igor Miguel. Que a paz que o Espírito nos proporciona nos testifique que estamos em Deus, escondidos Nele!

14 comentários:

  1. Roberto Vargas Jr.

    Erike,
    Interessante o seu post.
    Segundo sua exegese, é possível, por este texto de Hebreus, afirmar que não existe a volta de uma queda para quem foi iluminado. Mas o complemento, de que é impossível ao iluminado perder a salvação, só é possível em conjunto com outros textos da Escritura.
    Quanto a mim, mesmo antes de ler sua exegese, sempre interpretei esta passagem como a descrição de uma impossibilidade: redenção - nova queda - nova redenção. O que, creio, dá no mesmo, ainda que sem recursos exegéticos.
    De todo modo, as Escrituras explicam as Escrituras. Pelo que passagens mais claras devem esclarecer as mais difíceis. Então o acróstico dos cinco pontos sempre fizeram todo o sentido para mim, em acordo com a Palavra.

    Adiciono apenas que os cinco pontos não são um resumo do calvinismo, mas uma resposta ao arminianismo. É um bom resumo apenas na medida em que apresenta seus pontos distintivos, sem esgotá-los (pacto e, principalmente, Soberania são distintivos também).

    No mais, eu não temo dizer que o calvinismo é absolutamente fiel às Escrituras. Se falhas há, não é no sistema teológico, mas, talvez, na sistematização (ou no sistematizador). Se é que me faço entender!

    Muito bom texto! Abraço. No Senhor,
    Roberto

  1. INSTITUTO ABBA

    Meu Deus, preciso ler umas dez vezes... obrigada, Erike!

  1. Erike Couto

    Obrigado Roberto! É verdade que essa lógica de nova redenção por causa da queda descrita no texto pode saltar do próprio texto, como você mesmo já tinha percebido. Mas, quando são evidenciados os padrões do original grego, evidencia-se também a proposta do autor e da tradução feita em português, que foi muito bem feita na ACF por exemplo, como não sendo uma mera estilização do texto, mas uma tentativa de transparecer o que a ações verbais gregas querem conotar sobre este problema do salvo. E, porque no português estas coisas da sintaxe não são tão valorizadas (ou evidentes como no grego), a gente passa despercebido sobre isso.

    Sobre o que disse do calvinismo possuir falhas, acho que seria melhor a expressão "na minha opinião, falhas". Por exemplo, há pontos que ainda penso de forma diferente, como sobre o batismo infantil que Calvino sustentava. Tenho um passado batista e por isso ele pesa muito ainda rsrs. Mas tenho estudado sobre ele e, mesmo entendendo os pressupostos, ainda não fechei a questão.
    Quanto a sua opinião de os cinco pontos não serem um resumo e sim uma resposta ao arminianismo, concordo plenamente. O calvinismo é mais amplo que estes pontos rsrs.

    Obrigado pelo comentário e contribuições!

  1. Erike Couto

    Obrigado Beth por ser leitora assídua do blog e este estar ajudando a uma compreensão maior das Escrituras!

  1. Roberto Vargas Jr.

    rsrsr
    Erike, tomo o calvinismo para além de Calvino! rsrsr
    É difícil eu ler em Calvino algo de que eu discorde. Porém há. Como há entre calvinistas e como deve haver sempre que duas pessoas comparam seus pensamentos.
    Quanto ao batismo, por exemplo, aceito tanto pedo quanto credo e vejo batismo/apresentação e confirmação/batismo como "uma coisa por outra". Gosto mais do credo, confesso. Mas admito de pronto que o pedo enfatiza mais o pacto. Entre gosto e doutrina, fico com a segunda!
    Abração. No Senhor,
    Roberto

  1. Erike Couto

    Ótima resposta Roberto: "entre o gosto e a doutrina, fico com a segunda"! É a resposta de um cristão interessado naquilo em que o Espírito tem guiado a Igreja durante quase dois mil anos, em uma doutrina realmente certa. Neste ponto concordo contigo, e por isso minha insistência em estudar pontos que ainda não advogo hoje como do pedobatismo. Além deste argumento ser muito forte (sinal do pacto, análogo à circuncisão infantil - isso talvez indiretamente indicado em Cl 2;11). São gigantes em ombros de gigantes que as prescreveram, e não eu, um boia-fria da Bahia aqui em Minas. rsrs

    Paz de Cristo! Abraços!

  1. פרירה

    Portanto, essa pessoa descrita em Hb na verdade nunca foi salva; era só aparência sua salvação.

    Talvez possamos comparar aos diferentes solos a que a parábola do semeador em Mat 13.chama atenção, são os traços que se destacam.Atenção é focalizada não no semeador ou na sua semente, mas no solo e sua reação à semente plantada.
    A semente plantada nos quatro solos foi a mesma; mas que enorme diferença de resultados.
    Ouvinte do terreno pedregoso, ou o ouvinte com a mente emocional.
    Nesse caso, a semente é recebida, mas não cria raízes.Sua adesão à verdade é apenas superficial; e sua fé,muito frágil. Tais pessoas não sabem o que é nascer de novo pela semente incorruptível. "Não têm raiz em si mesmas".

    Erike, eu cai mas voltei.Talvez eu nunca tenha sido salvo realmente.
    Abraço

    Ferreira

  1. Roberto Vargas Jr.

    Afe, Ferreira!
    Que quer dizer com "eu caí mas voltei" associando a "nunca fui salvo"? Se caiu, conforme a queda mencionada em Hb, então não voltou (e nunca foi mesmo salvo). Se voltou, ainda que tenha tido um péssimo momento (chame de queda, se quiser, não é a de Hb), então não caiu (pois é eleito).
    Mas tudo bem: todos temos nossas lentes.
    A Deus a glória!
    Roberto

  1. Erike Couto

    Olá Ferreira, meu amigo dos fóruns na Internet rsrs! É isso que Renato disse! Como é que você voltou, depois que caiu, e diz que talvez nunca fosse salvo? Eu acho o seguinte: Salvação pertence ao Senhor (Sl 3:8). Então somente Ele sabe quem são do Seu rebanho dos eleitos, por isso Ele mesmo quem separará, pois só Ele sabe, os eleitos dos não-eleitos no final de tudo (Mt 25:22-24). Não podemos julgar quem são os escolhidos, por isso nos cabe a obediência e a gratidão a Deus e cumprir o Ide de Jesus a toda criatura. Existem sinais que os indicam... mas eles podem ser de um falso eleito... os que nunca foram realmente salvos. Os maiores dos sinais, para mim, são o do Espírito dentro do eleito clamando Abba e a graça recaída diante de todos ao redor dele, testificando a atuação de Deus em sua vida.

    Abraços

    Erike

  1. פרירה

    OK.ENTENDI!
    Caíram então em hb 6, significa não pecados grosseiros, mas antes, nada menos que apostasia deliberada, uma completa rejeição e execração à fé de Cristo.

    Abraço a todos.
    Ferreira

  1. פרירה

    Realmente o salvo peca,mas não vive na prática do pecado...Por que entregar um cristão a Satanás ICo 5.4?A fim de ganhá-lo de volta?Penso que a entrega a Satanás refere-se a exclusão a fim de que o homem ,ficando angustiado com seu afastamento da comunhão vital com igreja , fosse levado a recuperar a sua sensatez. Notem, recuperar a sua sensatez e não a sua salvação,porque essa ele nunca perdeu. Estou certo?

    Ferreira

  1. Roberto Vargas Jr.

    Caro Erike,
    Voltei só para dizer que não quero deixar a impressão de que considero a leitura da impossibilidade assim tão óbvia. O texto é um tanto obscuro. Minha própria leitura da impossibilidade depende de outros textos das Escrituras e da lente que possuo.
    No Senhor,
    Roberto

  1. Thaís Oliviera

    Interessante... Me lembro do curso que fiz pelo ABBA do livro de Hebreus onde você e o professor Igor ministraram. Numa dessas aulas essa questão foi levantada. Me fez pensar muito. Foi uma semana maravilhosa de curso.
    Saudade das suas aulas professor!

  1. Erike Couto

    Obrigado Thais! Foi uma benção estar com vocês naqueles dias... espero revê-los em breve! Abraços! :)

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