Que tem a ver Meca com Jerusalém? Ou a Mesquita com a Igreja? - Parte I

Postado por Erike Couto

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O título deste post é uma paráfrase de um dito do grande teólogo cristão Tertuliano (séc. III). Ele afirmara que:

"[...] Que tem a ver Atenas com Jerusalém? Ou a Academia com a Igreja? Ou os hereges com os cristãos? A nossa doutrina vem do pórtico de Salomão, que nos ensina a buscar o Senhor na simplicidade do coração. Que inventem, pois, se o quiserem, um cristianismo de tipo estóico e dialético! [...]"

(De Praescriptione Haereticorum cap. 7:41)

Tertuliano expressou isso quando enfrentava em sua época heresias que poderiam corromper a doutrina cristã no meio da Igreja, advindas de correntes com influências judaicas, gregas e egípcias, das conhecidas religiões de mistérios. E, graças à força teológica de homens como ele, a Igreja pôde  se fortalecer e se firmar em bases sólidas, que fez com que tivéssemos hoje um legado doutrinário riquíssimo para usufruirmos, aprendendo como viviam os antigos cristãos.

Talvez alguém pergunte: "Certo! Mas o quê o Islam tem a ver com isso tudo?". Bem... se compararmos as épocas, veremos que estamos vivendo em um tempo que urge a necessidade de, digamos, vários "Tertulianos" no meio da Igreja. E, se na posteridade ficarem registradas ditos e obras de algum apologista atual da mesma envergadura daquele latino, com certeza o tema central será o Islamismo. A religião da Arábia já está ai, avançando em todo o mundo. E incluo neste mundo o Brasil! Além de poucos brasileiros saberem disso, uma boa parte da Igreja brasileira também está alienada a este fato, preocupado-se muito mais nas somas de dízimos que ela pode arrecadar ou em qual político "pastor" vai ascender aos famigerados cargos do Congresso Nacional...

Antes de postar algumas questões que o cristão brasileiro poderá enfrentar (ou já enfrenta!) com o avanço do Islam, e instruí-lo como lidar com elas, vou expor em linhas gerais background histórico e doutrinário desta religião do Oriente.
  • História

O nome Islam é dado à religião que foi fundada pelo árabe Muhammad ibn 'Abd Allah ibn 'Abd al-Muttalib  (ou simplesmente محمد , Muhammad, conhecido aqui por Maomé) em 625 d.C. Nesta época, ele habitava a Arábia (hoje Árabia Saudita). Semi-analfabeto, iletrado e comerciante próspero com o auxílio de Khadija, sua rica esposa, ele pertencia à tribo dos Quraishitas, que era responsável, entre outras coisas, com a administração das rotas de comércio da Arábia com outros lugares do mundo como Índia e Pérsia e do culto aos diversos ídolos (os árabes, à época, eram politeístas) que havia na cidade onde ele morava, Meca. Em um certo dia, ele alegou ter recebido a visita em visão de um anjo, o Gabriel registrado na tradição judaico-cristã, após um longo tempo de meditação em busca do qual deus adorar, ante os centenas da época, e como se aproximar dele, estando num lugar conhecido como "a Caverna da Luz". Este ser celestial lhe disse, então, para ele começar a recitar de forma espontânea uma mensagem divina de que não haveria outro deus verdadeiro a não ser Deus e que ele, Maomé, seria seu enviado, carregando esta nova mensagem aos árabes e ao mundo.

A Caverna da Luz: conforme a tradição islâmica, Maomé recebera aqui o Alcorão

Um dos fundamentos da fé que Maomé propagara desde então era a submissão  irrestrita a Deus (que em árabe se diz justamente islam - إسلام, "submissão", entrega¨, do verbo اسلم, aslama, "entregar-se", "submeter-se"), crendo que Ele é o Criador de tudo (الخالق - al-khaaliq) e o Senhor dos Mundos (رب العالم - Rabb al-3aalamin). Por isso aqueles que creem na mensagem de Maomé se autodenominam "muçulmanos", que em árabe é o particípio ativo do verbo mencionado acima, مسلم (muslim), que significa "aquele que se submete (a Deus)".

As revelações a Maomé feitas pelo anjo continuaram com o passar do tempo, de forma paulatina e em porções. Ao todo, levaram 23 anos para que elas finalmente terminassem. Segundo a tradição islâmica, enquanto as recebia, Maomé memorizava-as e as recitava de cor para seus companheiros, já que não sabia escrever. Estes, as escreviam em palmas de tamareiras e em cacos de barro, até que finalmente foram reunidas após a morte de Maomé por um dos seus sucessores (em árabe خليفة - khalifah - que gerou nosso "califa"), Uthman 'ibn Affan (574 - 656), e compiladas em uma espécie de códex e distribuído como versão padronizada para os fiéis. Este livro passou a ser chamado de Alcorão (القرآن - Al-qur'an), que significa "recitação em voz alta" ou "leitura", em alusão à instrução inicial do anjo a Maomé.

Uma cópia do Al-qur'an (Alcorão), livro sagrado para os muçulmanos

A difusão do Islam se deu por meio diferente das outras religiões monoteístas anteriores: a espada era o meio propagador da nova fé. Maomé conseguira agregar um pequeno grupo ao redor de si, formado principalmente por sua mulher, sobrinhos, primos e tios dele. Posteriormente, sua mensagem começou a incomodar a circunvizinhança e os influentes comerciantes de Meca, pois ela pregava a adoração ao único Deus e o distanciamento completo da idolatria. Interessante notar que o termo "idolatria" em árabe é شرك shirk, que significa "coparticipação", "mistura", "dividir com". Isso caracteriza como era a religiosidade mecana: politeísta e profundamente sincrética, misturando crenças animistas, judaicas, cristãs, persas e hindus. Isso era totalmente explicável pelo caráter de cruzamento de rotas comerciais que Meca possuía, interligando os lugares que os que professavam estas diferentes crenças habitavam. O problema é que o culto nos santuários espalhados pela região, principalmente o mais famoso dentre eles (a Kaaba), era um dos sustentáculos do promissor comércio existente em Meca. Está aqui a razão da revolta dos comerciantes da cidade.

Ele foi então obrigado a sair da cidade por pressão da população, resistente aos lemas propostos por ele. Para se refugiar, Maomé se direciona a uma cidade conhecida como يثرب Yathrib. Este episódio seria conhecido posteriormente como هجرة hijrah, "a Fuga" ou Hégira, e seria o marco inicial para a contagem dos anos no calendário islâmico. A cidade também adquiriria um novo nome, مدينة النبي madinat an-nabi - "a Cidade do Profeta (Maomé)", chegando ao Ocidente como Medina.
 
Lá, ele teve contato com a comunidade de judeus e cristãos que habitavam a cidade. Este momento foi no qual, presumivelmente, Maomé teve contato também com as tradições judaico-cristãs que entrariam no arcabouço de crenças islâmicas, como informações sobre a vida de Moisés, o Êxodo do Egito, os profetas do Antigo Testamento e a família e vida de Jesus. Muitas destas informações, hoje escritas no Alcorão e na tradição de ditos de Maomé (conhecido como حديث Hadith) são permeadas de lendas e interpretações extrabíblicas, advindas do Talmude e midrash judaicos e de lendas da literatura cristã apócrifa. Em um outro post poderemos comentar em detalhes as influências destas lendas sobre os escritos islâmicos.

Após alguns acordos entre os muçulmanos e não-muçulmanos de Medina, e também a quebra constante dos mesmos, Maomé se revolta contra a resistência de muitos à nova fé e estabelece que os infiéis deveriam ser combatidos à espada. Entre os muçulmanos, porém, não poderia haver qualquer divisão, já que estes eram irmãos, que formavam uma espécie de nova nação que ultrapassava os limites tribais (الامة - al-ummah, "a Nação"). Os idólatras precisariam aceitar a nova fé ou serem mortos. Já os judeus e o cristãos, principalmente, eram considerados "o Povo do Livro" (اهل الكتاب - 'ahl al-kitaab). O Alcorão prescrevia que eles não deveriam ser mortos como os idólatras pois eles criam em um único Deus também (Sura al-Ankabut 29:47). Mas, para que isso ocorresse, e para que vivessem em um estado de relativa liberdade social dentro da ummah islâmica (isto é, livres, porém controlados em alguns papéis sociais), a condição sine qua nonon seria o pagamento de tributos ao Estado islâmico onde eles residissem (impostos estes conhecidos pelo nome de Jazyah جزية , Sura al-Tauba 9:29).

Em Medina, o profeta do Islam estabelece as fundações da comunidade muçulmana e fortalece seus seguidores a se organizarem como um exército poderoso para batalhar pela conquista de Meca. Após 10 anos de intensas batalhas, a cidade da Kaaba é dominada pelos muçulmanos e se inaugura a expansão islâmica por toda a bacia do Mediterrâneo e Oriente Médio.
  • Doutrinas

O Islam se fundamenta, resumidamente, em 5 pontos, conhecidos como os Pilares do Islam (أركان الإسلام -  arkaan al-islaam). Eles são:

1. A profissão de fé

O fiel necessita aceitar a fé como a Shahaada (شهادة) inicialmente prefigura. Ela diz que لا إله الا الله ومحمد رسول الله (la 'ilah 'ila' 'Allah waMuhammad rassul 'ullah), que significa "Não há divindade a não ser Deus e Maomé é o seu enviado". Ela conjuntamente expressa o monoteísmo islâmico (توحيد - tawhid) e a crença de que Maomé foi o último dos profetas (antes dele vieram Jesus, Davi, Moisés, Abraão e outros) e que possuía a mensagem que corrigia, plenificaria e substituiria muito do que foi pregado por eles, que está contido na Lei de Moisés (توراة - Tawrah), nos Salmos de Davi (زبور‎ - Zabur) e nos Evangelhos de Jesus (إنجيل - 'Injil).

2. A Oração Diária

Em árabe صلاة - salaah, é uma das práticas que os muçulmanos se destacam mais aos olhos dos não-muçulmanos: uma diligência e meticulosidade nos diversos momentos de oração. Elas devem ser feitas em árabe (mesmo para quem não é falante da língua!) e possui 5 momentos diários: ao amanhecer, meio-dia, antes do pôr-do-sol, após o pôr-do-sol e à noite. O fiel precisa cumprir também uma série de regras para diversas posições durante a oração, que tem uma parte inicial recitada (cuja maior parte do conteúdo advém de versos do Alcorão) e outro final de oração pessoal. Na forma comunitária, a oração é feita em um lugar conhecido como masjad (مسجد). Este nome vem da raíz سجد (sajada) que significa "adorar", "se prostrar". São edificações normalmente com um amplo recinto circular ou poligonal, sem muitas decorações (e proibidamente sem imagens ou figuras humanas ou de animais), destinado à oração e à prédica do  imame às sextas-feiras (dia semanal sagrado ao muçulmano). Em português,  estas edificações são conhecidas como mesquitas.

Muçulmanos rezando em uma mesquita

3. O Jejum

O sawm (صوم - "jejum") é feito no mês de Ramadã (nono mês lunar), quando se comemora a primeira revelação do Alcorão recebida por Maomé. Durante o jejum, que perdura por todos os dias do mês, durante suas horas claras, não é permitido comer, beber nem ter relações sexuais. O jejum é concluído diariamente com a ingestão de tâmaras, como fazia Maomé.  

4. A Oferta

A zakkaah ("tributo" ou "oferta") é uma parcela (normalmente 2,5 %) dos bens que o fiél possui e que tenha adquirido no período de um ano. Esta parcela é destinada à manutenção da comunidade pobre muçulmana, que não tem condições de se sustentar por conta própria ou não pode pagar as despesas para o cumprimento de algum dos mandamentos do Islam, como a Peregrinação a Meca.

5. A Peregrinação

Esta é obrigatória a todo muçulmano. Se as condições permitirem, deve ser feita anualmente. Se não, pelo menos uma vez na vida. Ocorre principalmente no mës de Ramadan. Ela se destina a Meca, cidade que contém a maior, e mais sagrada, mesquita, Al-masgad Al-haraam (A Mesquita Sagrada), em cujo centro se encontra uma edificação, de forma cúbica, denominada Kaaba (كعبة - "cubo"). Ela é considerada o primeiro ponto de adoração humano a Deus, construído por Adão, rededicado por Abraão e finalmente restaurado por Maomé. Em volta dela é que a peregrinação a Meca tem seu ápice, com as sete voltas ao seu redor e o vislumbre pelo fiél de uma das mais sagradas relíquias islämicas, denominada الحجر الأسود Aj-hajar Al-aswad ("A Pedra Negra"). Segundo a tradição, ela foi enviada do céu a Adão e que, inicialmente branca, se tornara negra por causa dos pecados da Humanidade.

A mesquita mais sagrada para os muçulmanos, em Meca, Árabia Saudiata, em tempos de peregrinação da Hajj. Ao centro: a Caaba. Canto direito: a Lua Crescente, símbolo do Islam.

  • Islam, submissão em paz ou em conflito?

Alguém poderá perguntar: "Bela história! Mas o quê tenho a ver com isso tudo, como cristão!?". O Islam seria uma religião que traria tanto impacto sobre o cristão como o traz o hinduísmo ou o xintoísmo se não fosse alguns pontos que a diferencia destas duas últimas crenças do Extremo Oriente. Um dos pontos é que a fé islâmica emergiu de uma confluência de duas tradições: a judaica e a cristã. Apesar destas influências, visíveis nas histórias dos patriarcas e profetas hebreus descritas no Alcorão por exemplo, há também passagens neste livro sagrado que são contra-respostas à fé cristã, ou pelo menos tal como ela era compreendida pelos árabes da época de Maomé ou como era disseminada por grupos heréticos como os Nestorianos, já fixados na península arábica desde o exílio deles após excomunhão do Concílio de Éfeso em 431. Por isso, sempre que um muçulmano abordar algum cristão e suas crenças, ele utilizará seu texto religioso basilar: o Alcorão. Isso pode ser algo ainda raro nestas terras tupiniquins (uma abordagem muçulmana a um cristão), mas já é realidade em países como como a Inglaterra, os EUA ou a França, onde seu crescimento tem sido mais acentuado. Por isso, urge ao cristão ter conhecimento de sua própria fé, a forma correta da doutrina (isto é, a forma ortodoxa dela) para que saiba também encarar os textos e argumentos que o que confessa a fé islâmica traga futuramente a ele.

Outro ponto que faz com que o Islam esteja na lista do dia dos cristãos atuais é a sua história de expansão, cujo meio propagador fora a espada. Ele se deu sob milícias em ação, invadindo territórios e subjugando os povos que neles habitavam, carregando o estandarte da nova fé do Alcorão, cujas palavras impulsionavam o seu avanço. Essa luta dos fiéis pela concretização de um império teocrático na época mamoetana deu-se o nome de جهاد Jihad, que significa "luta", "esforço". O termo jihad, que fora usado naquele contexto para descrever a guerra que o fiél executaria contra as outras crenças não-muçulmanas, fora interpretado pelas diversas escolas posteriores de interpretação corânica (Sha'afi, Hanafi, Maalaki, Hanbali, entre outras) de forma alegórica para muçulmanos de épocas posteriores. Estas escolas interpretavam o termo jihad como a luta que o fiél deveri travar no seu dia-a-dia para agradar a Deus ou ao semelhante (conhecida como الجهاد الكبير - aj-jihad al-kabir, "a grande luta"). Mesmo a escola hanbali, considerada a mais tradicionalista e cuja interpretação é a mais literalista dentre todas também, considera uma jihad do fiél contra outras crenças baseada principalmente na discussão e argumentação, e não na guerra com espadas. Nestes tempos pós-maometanos, ainda que a fé continuasse a se expandir (chegando a alcançar a Península Ibérica!), os muçulmanos utilizavam a espada como último recurso. Esta última interpretação, que a escola Hanbali expusera mais que as outras, é conhecida como "a pequena luta" (الجهاد الصغير - Aj-jihad as-saghir), nome que frisa justamente a sua importância secundária diante da "grande luta" do fiel, que é com ele mesmo em sua submissão a Deus.

Bem, isso poderia pertencer a um passado sangrento islâmico, se não fosse o atual fenômeno que vem disseminando-se entre os imames de todo o mundo:  a adesão e pregação de um literalismo na interpretação corânica, a profusão de grupos radicais (e, consequentemente, a difusão do pensamento terrorista) e o avanço rumo ao Ocidente do Islam. É verdade que estes grupos  ainda constituem uma ponta no próprio Islam, que se diz a religião da paz. Concordo que haja sim, a busca de paz por muçulmanos sinceros e desejosos em cumprir sua religião e ter bons vínculos com seus vizinhos não-muçulmanos, principalmente em países ocidentais. Quero deixar claro que valorizo o que há de interessante, e que dignifica o Homem, no Islam e na cultura muçulmana e árabe. Essa apreciação é inevitável, na verdade, como estudante que sou desta maravilhosa língua. Os árabes desenvolveram uma cultura riquíssima nas artes, poesia, música, literatura etc, bem como no desenvolvimento técnico-científico na Idade Média, quando nos países árabes floresceu a Matemática, Engenharia e a Astronomia enquanto a Europa se encontrava atrasada nestes avanços.  Na verdade, eles estavam explicitando a criatividade que é inerente à Humanidade, criada à Imagem do Deus Eterno. Por outro lado, precisamos reconhecer que existe algo inerente ao próprio texto corânico, na própria história da religião e na leitura interpretativa desfalcada destes, que tem gerado este tipo de ação e uma aplicação extremista das regras religiosas e sociais dentro do Islam. Como cristão e conhecedor dos ensinos da religião muçulmana, que não são conforme às Escrituras, dos embates que os muçulmanos tiveram com a fé cristã (bem como a resposta deles a ela) e do que poderemos enfrentar atualmente com sua expansão no Mundo, reconheço o papel que Paulo nos alertara para cumprir em uma de suas epístolas.  Escrevendo a Timóteo, ele afirmara a difusão perene da sã doutrina, como e quando defendê-la e do perigo que os cristãos indultos correriam em se desviar dela para doutrinas que não são conforme a Salvação de Deus, tal como revelada nas Escrituras Sagradas

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." (II Tm 4:1-5)

Comecei este post com uma abordagem histórica geral e mostrei as bases da fé  para poder posteriormente entrar no campo apologético. Expus a necessidade disso também nestes últimos parágrafos, mas esta exposição apologética, mais detalhada, caberá em um próximo post.

4 comentários:

  1. Aender Borba

    Muito bom trabalho bahianinho. Seu post é muito esclarecedor e muito rico e relevante. Só espero que as más línguas não comecem a dizer que você agora está aderindo ao Islã...
    Parabéns!!!
    Espero pelo outro post.

  1. Erike Couto

    Valeu Borbão! Seus comentários são muito bem vindos! Mas claro que já aderi ao Islam... mas não à religião da submissão (Islam em árabe) ao Deus que requer de mim mesmo uma justiça para então ser meritório ao Paraíso, mas ao Deus que, sabendo que nunca a darei de mim mesmo e nem serei meritório pelos meus atos, me aproxima Dele mesmo por Jesus e me ajuda a submeter-se por atuação de Seu Espírito em mim. :)

  1. André Tavares

    Érike, parabéns. Como diz um professor, tá aí o dedo do gigante - fico pensando na hora em que ele todo aparecer... Perguntinha pra você: mesmo Allah sendo um conceito abstrato, dizem alguns especialistas que nem é uma expressão do Deus pessoal bíblico, vc acha que Allah é Deus?

  1. Erike Couto

    Obrigado pelo comentário André! Seus pensamentos são verdadeiras preciosidades para a gente... pode ter certeza! :)
    Olha... quanto à sua pergunta, estou terminando um post antigo que ficou no rascunho justamente sobre isso. Posso adiantar que para mim os conceitos que são errôneos, e não o nome Allah em si. O nome é um símbolo e como todo símbolo, muda de significado conforme a História e desenrola. Ele é um desdobramento do árabe Al-ilah, que significa "O Deus (supremo ou maior)". Há evidências no Alcorão, e na Tradição Islâmica, que era este o nome dado ao maior dos deuses em Meca, como numa espécie de enoteísmo, antes do Islam usá-lo para e referir ao Deus Único.
    Mas, fato é que este nome foi, e é, usado para se referir ao Deus de Israel e da Bíblia por cristãos e judeus também, desde tempos imemoriais. Alguns podem argumentar que a origem pagã dele é prova para não usá-lo, mas e Deus em português, que tem claras origens compartilhadas com Zeus? Da mesma forma que devemos diferenciar o "Deus" na boca dos budistas, místicos, gnósticos etc do "Deus" da boca dos cristãos, devemos diferenciar o "Deus" que os muçulmanos adoram, único mas rodeado de compreensões sobre Ele turvas e incompletas, do "Deus" dos cristãos, revelado nas Escrituras, totalmente relacional e amoroso, ambos Allah em árabe. Por isso não uso "Allah" para diferenciar o Deus bíblico do do muçulmano. Vou sempre usar conceitos... se não fica a falsa impressão de que é o nome próprio de Deus em árabe rsrsrs. Abraços mano!

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